A situação de Gonzalo Plata ganhou um novo capítulo no Flamengo. Depois de anunciar que receberia o atacante de volta após a negociação frustrada com o Dínamo de Moscou, o clube já trabalha com a possibilidade de uma nova saída do equatoriano e flexibilizou as condições para tentar resolver definitivamente o futuro do jogador.
O Flamengo admite discutir um empréstimo com obrigação de compra, desde que as condições da operação sejam consideradas satisfatórias. O Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, demonstrou interesse no atacante, e uma negociação nesse formato passou a ser uma das possibilidades para a sequência da carreira do camisa rubro-negro.
A mudança acontece poucos dias depois de o discurso oficial do clube indicar outro caminho.
Quando o Dínamo de Moscou cancelou a compra de Plata após os exames médicos, o Flamengo informou que o atacante retornaria ao clube naquela mesma semana. O departamento médico rubro-negro também contestou publicamente a avaliação feita pelos russos e afirmou que o equatoriano estava apto para o futebol de alto rendimento.
Na ocasião, as portas foram oficialmente abertas para a reintegração.
Leonardo Jardim chegou a tratar o retorno como uma alternativa positiva para uma sequência pesada de jogos. Dentro de campo, portanto, Plata poderia voltar a ser utilizado.
O cenário, porém, começou a mudar.
Demora no retorno incomoda o Flamengo
Plata não retornou ao Rio no período inicialmente esperado e permaneceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
José Boto chegou a informar que o jogador desembarcaria no Rio, mas isso não aconteceu. A demora na reapresentação passou a causar incômodo dentro do Flamengo, especialmente porque o clube esperava contar rapidamente com o atacante novamente após o fim da negociação com o Dínamo.
O próprio Plata confirmou que permaneceu em Dubai enquanto aguardava a possibilidade de receber propostas de clubes da região.
É justamente nos Emirados que surgiu o interesse do Al-Wasl.
Neste momento, portanto, há uma diferença importante em relação aos primeiros dias depois do negócio frustrado com os russos: embora a reintegração continue possível enquanto Plata permanecer sob contrato, o Flamengo está aberto a encontrar uma nova solução no mercado.
Flamengo flexibiliza modelo de negociação
Na negociação com o Dínamo de Moscou, o Flamengo havia acertado uma venda por cerca de 10 milhões de euros.
Agora, diante das limitações do mercado — com as principais janelas europeias já encerradas —, uma saída para o Oriente Médio aparece como alternativa.
Uma das possibilidades é justamente uma cessão por empréstimo acompanhada de obrigação de compra. O interesse é encontrar uma fórmula que dê segurança ao Flamengo de que a transferência se tornará definitiva caso as condições estabelecidas sejam cumpridas.
O negócio ainda precisa avançar, mas a abertura para esse formato mostra uma flexibilização na postura rubro-negra.
O Flamengo não pretende simplesmente ceder Plata temporariamente e recebê-lo novamente meses depois sem qualquer garantia. Por isso, uma eventual obrigação de compra e as condições para que ela seja acionada serão pontos fundamentais de qualquer negociação.
Relação entra novamente em zona de desgaste
A questão envolvendo Plata vai além do mercado.
Depois da transferência frustrada para a Rússia, o Flamengo tentou transmitir publicamente uma mensagem de normalidade. O jogador seria recebido novamente, treinaria com o grupo e poderia ser utilizado por Leonardo Jardim.
Mas a demora para retornar ao Brasil criou um novo ruído justamente no momento em que o clube tentava encerrar o episódio.
Plata também já vinha de uma relação marcada por episódios extracampo que provocaram cobranças internas durante sua passagem pelo Flamengo.
Agora, com o atacante ainda fora do país e seu estafe trabalhando por uma nova transferência, a possibilidade de saída voltou a ganhar força.
Se aparecer uma proposta que satisfaça financeiramente o Flamengo — inclusive através de empréstimo com obrigação de compra —, a tendência é que a diretoria esteja disposta a negociar.




