O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã, diante do Estudiantes, com a possibilidade de alcançar mais uma final da Copa Libertadores. Depois do empate por 0 a 0 na Argentina, a classificação será decidida em um confronto no qual cada escolha de Leonardo Jardim poderá fazer diferença.

A situação é simples: quem vencer estará na decisão contra o Palmeiras. Um novo empate, independentemente do número de gols, levará a disputa diretamente aos pênaltis.

Mas o resultado da primeira partida também cria um desafio para o treinador rubro-negro: encontrar o equilíbrio entre a necessidade de atacar e o cuidado para não oferecer espaços ao adversário.

Jorginho pode mudar a organização do Flamengo?

A principal novidade em relação ao confronto de ida é o retorno de Jorginho, que cumpriu suspensão na Argentina.

Sua presença oferece ao Flamengo uma alternativa importante na circulação de bola e no controle do meio-campo.

Com o volante disponível, Leonardo Jardim poderá buscar uma equipe mais organizada na construção das jogadas, especialmente diante de um adversário que tem motivos para reduzir os espaços e tentar aproveitar os erros rubro-negros.

A questão não é apenas ter mais posse de bola, mas transformar esse domínio em oportunidades reais.

Quem deve jogar no ataque?

Outra definição importante envolve a formação ofensiva.

Carrascal, Lucas Paquetá e Gonzalo Plata aparecem entre as alternativas avaliadas pela comissão técnica, enquanto Pedro representa uma referência importante para o setor.

As características desses jogadores oferecem possibilidades diferentes. O Flamengo poderá optar por mais aproximação pelo centro, velocidade pelos lados ou maior capacidade de associação entre meio-campo e ataque.

Essa escolha interfere diretamente na forma como a equipe pretende chegar ao gol.

Arrascaeta continua fora?

O meia uruguaio permanece em recuperação de uma fratura no punho e ainda não recebeu liberação para atividades com contato físico.

A ausência limita as alternativas de criação e torna ainda mais relevante a distribuição das responsabilidades ofensivas entre os jogadores disponíveis.

Leonardo Jardim precisa encontrar soluções coletivas, sem depender exclusivamente de um atleta para construir as principais oportunidades.

O Flamengo deve atacar desde o início?

A vantagem de atuar no Maracanã pode incentivar uma postura ofensiva, mas a necessidade de vencer não significa atacar de maneira desorganizada.

Com o placar agregado empatado, qualquer gol sofrido exigirá uma reação rubro-negra.

Por isso, o controle dos espaços, a proteção do meio-campo e a atenção às transições defensivas serão tão importantes quanto as oportunidades criadas no ataque.

O desafio está em pressionar o Estudiantes sem perder o equilíbrio.

O que acontece se Flamengo e Estudiantes empatarem?

Como o primeiro jogo terminou em 0 a 0, qualquer empate na volta mantém a igualdade no placar agregado.

Nesse cenário, a classificação será definida nos pênaltis, sem prorrogação.

Uma vitória rubro-negra, por qualquer placar, garante a presença na final da Libertadores de 2026.

O Palmeiras, classificado após eliminar o Fluminense nos pênaltis, já aguarda o vencedor da semifinal.

O Flamengo conhece o caminho para chegar à decisão. Resta saber como Leonardo Jardim utilizará as peças disponíveis para transformar a vantagem de jogar em casa em classificação.