O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Estudiantes, na Argentina, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores. A principal expectativa está na formação escolhida por Leonardo Jardim, que possui alternativas capazes de modificar não apenas a escalação, mas toda a dinâmica da equipe.
As ausências de Arrascaeta, lesionado, e Jorginho, suspenso, obrigam o treinador a reorganizar o meio-campo. Entretanto, o elenco oferece soluções diferentes para o mesmo problema, permitindo que o Flamengo adote uma postura mais ofensiva, equilibrada ou de maior velocidade nas transições.
Provável escalação do Flamengo
Rossi
Emerson Royal
Léo Ortiz
Léo Pereira
Alex Sandro
Erick Pulgar
Saúl
Lucas Paquetá
Carrascal
Bruno Henrique
Samuel Lino
Saúl aparece como favorito para substituir Jorginho, enquanto Bruno Henrique pode assumir a referência ofensiva. A formação, entretanto, não está confirmada oficialmente.
Na quarta-feira (14), o Flamengo encerrou a preparação no centro de treinamento do Defensa y Justicia. A imprensa acompanhou apenas os primeiros 15 minutos da atividade, o que impede uma confirmação pública sobre todas as movimentações táticas ensaiadas por Jardim.
Paquetá pode mudar de função
Uma das principais alternativas passa pelo posicionamento de Lucas Paquetá.
O meia pode permanecer mais adiantado, exercendo a função de articulador que desempenhou na vitória sobre o Fluminense. Nesse cenário, Pulgar e Saúl formariam a base do meio-campo, permitindo que Paquetá se aproximasse dos atacantes.
Outra possibilidade seria recuar o brasileiro para atuar como segundo volante, participando diretamente da construção das jogadas desde o campo defensivo.
Essa mudança abriria espaço para Carrascal ocupar a posição central de criação, onde poderia receber a bola entre as linhas adversárias e organizar as ações ofensivas.
O Flamengo ganharia uma configuração diferente, com Paquetá participando da saída de bola e Carrascal atuando mais próximo dos atacantes.
Carrascal centralizado ou pela direita?
O colombiano representa outra peça importante nessa flexibilidade.
Atuando pela direita, Carrascal oferece capacidade de associação, condução e aproximação com os jogadores do meio-campo. Centralizado, passa a ter maior participação na distribuição das jogadas e na ligação entre os setores.
Caso Jardim escolha utilizá-lo como camisa 10, poderia manter Samuel Lino pela esquerda, Bruno Henrique como centroavante e recorrer a Plata para ocupar o lado direito.
Essa configuração permitiria ao Flamengo explorar a velocidade dos jogadores de frente sem abrir mão de um articulador central.
A alternativa é uma possibilidade tática, não uma formação confirmada pelo treinador.
Samuel Lino também pode atuar por dentro
Outra opção é deslocar Samuel Lino para uma função mais centralizada, aproveitando sua capacidade de condução, movimentação e aproximação com os atacantes.
Nesse desenho, Carrascal permaneceria pela direita, Bruno Henrique poderia atuar aberto pela esquerda e Pedro assumiria a referência dentro da área.
O Flamengo passaria a contar com um atacante de características diferentes, capaz de oferecer presença na área e servir como referência para as jogadas construídas pelos lados.
A presença de Pedro também modificaria o comportamento ofensivo da equipe. Enquanto Bruno Henrique oferece profundidade e ataques ao espaço, Pedro permite uma construção com maior presença de um finalizador central.
O adversário pode determinar a escolha
A questão para Leonardo Jardim não se resume a definir quais jogadores começam a partida.
Contra um adversário que ofereça espaços nas costas da defesa, Bruno Henrique pode ser uma alternativa importante pela velocidade. Diante de uma equipe mais fechada, Pedro oferece características que favorecem a ocupação da área e a conclusão das jogadas.
No meio-campo, o posicionamento de Paquetá, Carrascal e Samuel Lino também pode alterar a maneira como o Flamengo organiza a posse de bola e reage quando perde a jogada.
Essas possibilidades demonstram a variedade de soluções existentes no elenco rubro-negro.
Para enfrentar o Estudiantes, Jardim precisará considerar a intensidade do adversário, o ambiente em La Plata e a importância de construir um resultado favorável para a partida de volta, no Maracanã.
A escalação oficial será conhecida antes do início do confronto. Até lá, a principal expectativa não está apenas nos nomes escolhidos, mas na função que cada jogador terá dentro de campo.








