O Flamengo encaminhou as chegadas de Anthony Valencia e Joaquín Freitas, mas os movimentos não significam necessariamente o encerramento da participação rubro-negra no mercado da bola.

A diretoria continua acompanhando possibilidades para o elenco e há outros jogadores monitorados. A estratégia, porém, é diferente daquela vista durante boa parte da janela: o clube passou a trabalhar com maior discrição e procura características específicas solicitadas por Leonardo Jardim.

Nos últimos dias, o Flamengo acelerou as negociações por Valencia e Joaquín depois de não avançar em operações muito mais caras, como as tentativas por Thiago Almada e Luiz Henrique.

Agora, uma pergunta permanece aberta:

o Flamengo ainda pode contratar um terceiro jogador?

Outros nomes estão no radar

A existência de outros jogadores monitorados não significa que exista uma terceira contratação fechada.

Essa distinção é importante.

O mercado rubro-negro trabalha permanentemente com diferentes alternativas e, nesta reta final de janela, alguns nomes vêm sendo preservados justamente para evitar concorrência durante as negociações.

O mercado argentino aparece novamente entre os locais observados pelo Flamengo.

Além de Joaquín, outros jogadores foram analisados pelo departamento de futebol ao longo das últimas semanas.

Até o momento, porém, não há informação suficientemente segura para apontar publicamente a identidade de um eventual terceiro alvo.

Flamengo passou a esconder mais suas negociações

A condução do mercado também mudou.

Durante as negociações por nomes como Thiago Almada e Luiz Henrique, praticamente cada etapa das conversas ganhou repercussão pública.

O cenário agora é diferente.

Joaquín avançou rapidamente até ficar próximo do Flamengo, enquanto Anthony Valencia apareceu como solução depois de outras possibilidades avaliadas pelo clube.

A intenção da diretoria é reduzir a exposição das negociações antes que exista avanço concreto.

Essa postura também ajuda a evitar que o interesse do Flamengo seja utilizado para aumentar valores ou atrair concorrentes.

Saídas também modificaram o planejamento

O Flamengo não está apenas contratando.

Gonzalo Plata deixou o clube rumo ao Dínamo Moscou, enquanto Wallace Yan foi negociado com o Red Bull Bragantino.

As duas saídas reduziram as opções ofensivas disponíveis para Leonardo Jardim.

Valencia e Joaquín recompõem parte dessas alternativas, mas com características diferentes.

Existe ainda a situação de Everton Cebolinha.

O atacante entrou na reta final de contrato e seu futuro continua sendo um elemento capaz de modificar o planejamento rubro-negro.

Caso exista uma nova saída no setor ofensivo, o Flamengo poderá avaliar novamente a necessidade de mercado.

Jardim quer características diferentes

Leonardo Jardim já deixou claro que não entregou simplesmente uma lista de posições à diretoria.

O treinador indicou características que gostaria de acrescentar ao elenco.

Essa informação ajuda a compreender por que alguns dos jogadores analisados não possuem necessariamente o mesmo perfil daqueles que estão deixando o clube.

Valencia oferece velocidade, drible e capacidade de atuar aberto pela direita.

Joaquín, por sua vez, possui mobilidade e pode atuar pelos lados ou mais próximo do centroavante.

Se houver um terceiro movimento, a tendência é que a mesma lógica seja utilizada: encontrar uma característica que Jardim considere ausente ou insuficiente no elenco.

Libertadores também entra na equação

Existe ainda uma corrida contra o calendário.

O Flamengo precisa observar o prazo para realizar alterações em sua relação de jogadores para a fase decisiva da Libertadores.

Valencia e Joaquín estão entre os nomes que podem ser incluídos após as saídas recentes.

O regulamento permite alterações na lista entre as fases da competição, mas a existência de espaço regulamentar não significa que o Flamengo necessariamente contratará outro jogador.

A janela brasileira e o calendário da Libertadores possuem prazos diferentes.

Por isso, uma eventual contratação realizada posteriormente também poderia chegar sem necessariamente estar disponível imediatamente para a competição continental.

Mercado permanece aberto

A situação atual permite separar três coisas.

Valencia e Joaquín são movimentos concretos.

Existem outros jogadores monitorados.

E uma terceira contratação continua sendo uma possibilidade, não uma certeza.

O Flamengo não precisa contratar simplesmente porque ainda existe mercado disponível.

Uma nova operação dependerá de oportunidade, necessidade esportiva e valores considerados adequados pela direção.

Essa postura já apareceu na tentativa por Luiz Henrique, quando o clube estabeleceu um limite financeiro e decidiu não avançar além dele.