Bruno Henrique ou Pedro? Jardim terá que escolher
Leonardo Jardim tem pela frente, nesta quarta-feira, um dos jogos mais importantes da temporada do Flamengo. Contra o Cruzeiro, no Maracanã, estará em disputa uma vaga nas quartas de final da Libertadores. Depois do empate por 1 a 1 no Mineirão, não existe vantagem: quem vencer avança e um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
É jogo para força máxima. É jogo para colocar em campo aquilo que o Flamengo tem de melhor.
Mas existe uma escolha que certamente ocupa boa parte dos pensamentos de Leonardo Jardim: quem deve comandar o ataque, Bruno Henrique ou Pedro?
Bruno Henrique voltou a treinar depois das dores provocadas pela entrada de Matheus Henrique no jogo de ida. Não houve diagnóstico de lesão grave, o atacante apresentou evolução e tem grande possibilidade de voltar a ficar à disposição para quarta-feira.
E é justamente aí que começa a dúvida.
Bruno Henrique entrega aquilo que Jardim gosta
Leonardo Jardim tem utilizado Bruno Henrique nos jogos da Libertadores. No Mineirão, ele novamente começou como titular, enquanto Pedro ficou no banco e entrou durante o segundo tempo.
Existe uma lógica nessa escolha.
Bruno Henrique oferece uma intensidade que Pedro naturalmente não possui. Pressiona a saída de bola, participa mais da marcação, consegue atacar espaços, oferece velocidade e permite ao Flamengo incomodar o adversário ainda no início da construção das jogadas.
É um jogador que se encaixa muito bem em uma ideia de pressão alta.
Além disso, estamos falando de Bruno Henrique.
Um dos jogadores mais importantes da história recente do Flamengo. Campeão da Libertadores, decisivo em grandes partidas, liderança do elenco e um atleta que não precisa de muitas oportunidades para mudar um jogo.
Em 2019, Bruno Henrique foi eleito o melhor jogador daquela Libertadores conquistada pelo Flamengo.
Em uma decisão continental, experiência também pesa.
Se Jardim optar por ele, haverá argumentos de sobra para justificar a escolha.
Mas como deixar Pedro no banco?
O problema para Leonardo Jardim atende pelo nome de Pedro.
O camisa 9 marcou duas vezes na goleada por 5 a 1 sobre o Mirassol e chegou a 14 gols no Campeonato Brasileiro, dividindo a liderança da artilharia da competição.
Estamos falando de um goleador.
Pedro talvez não ofereça a mesma intensidade na pressão sem a bola. Não possui a velocidade de Bruno Henrique e não vai realizar exatamente o mesmo trabalho defensivo.
Mas Pedro oferece algo que nenhum treinador pode desprezar: gol.
Dentro da área, poucos jogadores no futebol sul-americano possuem sua capacidade de encontrar soluções em espaços tão pequenos. Ele consegue finalizar rapidamente, proteger a bola, jogar de costas e transformar uma oportunidade aparentemente simples em uma chance clara.
E Pedro também sabe o que é decidir Libertadores.
Foi artilheiro da competição em 2022, marcou 12 gols naquela campanha e posteriormente foi eleito o Rei da América.
Por isso, deixar um jogador desse nível no banco em uma partida decisiva também é uma escolha pesada.
Tudo depende do Flamengo que Jardim quer ver
Talvez a resposta esteja menos nos nomes e mais na estratégia.
Que Flamengo Leonardo Jardim pretende colocar em campo?
Se quiser uma equipe pressionando agressivamente a saída do Cruzeiro, tentando recuperar a bola no campo ofensivo e utilizando velocidade para atacar os espaços, Bruno Henrique parece oferecer características mais adequadas.
Se a ideia for ter mais presença dentro da área, controlar territorialmente o adversário e criar oportunidades próximas ao gol, Pedro ganha enorme força.
E não existe necessariamente uma escolha absurda.
Rodrigo Mattos, do UOL, também analisou justamente essa questão e apontou Bruno Henrique como uma alternativa interessante para aumentar a pressão sobre a saída de bola do Cruzeiro, reconhecendo ao mesmo tempo que Pedro oferece maior presença próxima ao gol.
É uma decisão tática.
Mas também é uma decisão que pode definir uma classificação.




