O Estudiantes chega cada vez mais pressionado à reta final de preparação para enfrentar o Flamengo pela semifinal da Libertadores.
Na noite de quinta-feira, a equipe argentina perdeu por 1 a 0 para o Platense, foi eliminada nas quartas de final da Copa Argentina e chegou à terceira derrota consecutiva na temporada.
O gol que decidiu a classificação saiu aos 38 minutos do segundo tempo. Tomás Silva avançou pelo lado esquerdo e cruzou para Gonzalo Lencina antecipar a marcação e vencer Fernando Muslera de cabeça.
A derrota encerrou mais uma possibilidade de título para o Estudiantes justamente quando o clube começa a direcionar cada vez mais as atenções para os dois confrontos contra o Flamengo.
E o momento recente está longe de ser tranquilo.
Três derrotas consecutivas
A sequência negativa começou no Campeonato Argentino.
No dia 22 de setembro, o Estudiantes perdeu por 2 a 1 para o Lanús fora de casa.
Quatro dias depois, disputou a final da Supercopa Internacional contra o Rosario Central e voltou a ser derrotado, desta vez por 3 a 1.
O Estudiantes chegou a abrir o placar logo no primeiro minuto, mas sofreu a virada e perdeu a oportunidade de conquistar mais um título.
A partida também deixou consequências físicas.
Gabriel Neves precisou sair depois de sofrer uma lesão no braço, enquanto Jalil Elías também deixou o campo após apresentar um problema físico pouco depois de entrar.
Na preparação para enfrentar o Platense, o próprio Estudiantes reconhecia que chegava ao confronto desgastado pelas derrotas anteriores e pelas baixas acumuladas no elenco.
A eliminação da Copa Argentina aumentou esse cenário.
Lanús 2 x 1 Estudiantes.
Rosario Central 3 x 1 Estudiantes.
Platense 1 x 0 Estudiantes.
Três jogos, três derrotas e apenas dois gols marcados.
Platense conseguiu bloquear o ataque
O Estudiantes encontrou dificuldade principalmente para transformar posse e tentativa de pressão em oportunidades claras.
O Platense procurou dificultar a saída de bola desde o início e conseguiu criar algumas das melhores chances da partida explorando transições e os espaços deixados pela defesa argentina.
Muslera precisou trabalhar durante o jogo.
Do outro lado, a oportunidade mais perigosa do Estudiantes surgiu em uma finalização de média distância de Bautista Kociubinski, defendida por Cozzani.
Alexander Medina tentou modificar o meio-campo e aumentar o controle da posse, mas o time continuou encontrando dificuldades para entrar na área adversária.
Quando o empate parecia encaminhar a decisão para os pênaltis, o Platense encontrou o gol que definiu a classificação.
O próprio site oficial do Estudiantes reconheceu depois da partida que a equipe terminou o confronto com mais vontade do que clareza para buscar a reação.
Libertadores mostra outra versão do Estudiantes
A sequência recente, porém, precisa ser analisada com cuidado.
O Flamengo não pode interpretar as três derrotas como garantia de facilidade na semifinal.
O comportamento do Estudiantes na Libertadores tem sido diferente.
Nas quartas de final, a equipe argentina empatou por 1 a 1 com o Corinthians em La Plata e depois conseguiu uma vitória por 1 a 0 na Neo Química Arena para garantir a classificação.
Antes disso, já havia mostrado capacidade de competir em partidas equilibradas e eliminatórias.
O Flamengo conhece bem essa característica.
Os dois clubes estiveram no mesmo grupo da Libertadores desta temporada e já se enfrentaram duas vezes.
Além disso, Estudiantes e Flamengo disputaram um mata-mata equilibrado na edição anterior da competição.
Por isso, o momento ruim serve como informação importante para Leonardo Jardim, mas não como indicação de que a semifinal esteja encaminhada.
Problemas aumentaram nas últimas semanas
O Fla Opina já havia mostrado que o Estudiantes acumulava dificuldades antes mesmo da eliminação na Copa Argentina.
A derrota para o Rosario Central deixou jogadores no departamento médico e obrigou Alexander Medina a reorganizar o elenco.
Para enfrentar o Platense, por exemplo, Gabriel Neves, Jalil Elías, Tiago Palacios e Joaquín Correa ficaram fora da lista utilizada pelo treinador.
Alguns desses jogadores ainda terão tempo para evoluir fisicamente antes da Libertadores.
A situação, portanto, poderá ser diferente quando a bola rolar contra o Flamengo.
Mas a sequência de partidas deixa claro que Medina terá trabalho para recuperar não apenas jogadores, mas também confiança.
Estudiantes ainda joga antes do Flamengo
O clube argentino não ficará parado até a semifinal.
Antes de receber o Flamengo, o Estudiantes ainda terá compromissos pelo campeonato nacional, o que dará ao treinador oportunidades para ajustar a equipe e tentar interromper a sequência negativa.
Isso também significa que o cenário poderá mudar novamente.
Uma vitória pode devolver confiança.
Novos problemas físicos podem aumentar as dificuldades.
E jogadores atualmente fora podem retornar.
Por isso, acompanhar o Estudiantes durante os próximos dias será tão importante quanto observar aquilo que já aconteceu.
Flamengo recebe um alerta, não uma vantagem
A eliminação da Copa Argentina muda o ambiente do adversário.
O Estudiantes perdeu uma final, caiu em outra competição e chega a três derrotas consecutivas.
Também deixa de precisar dividir atenção com a Copa Argentina durante a reta decisiva da Libertadores.
Esse último ponto merece atenção.
Se por um lado a derrota aumenta a pressão, por outro reduz o número de competições que o clube argentino precisa administrar.
A Libertadores passa a assumir peso ainda maior na temporada.
O primeiro confronto contra o Flamengo será disputado no dia 15 de outubro, em La Plata.
A volta acontece uma semana depois, no Maracanã.
Até lá, Leonardo Jardim terá informações recentes suficientes para estudar um adversário que atravessa seu momento mais delicado das últimas semanas.
Mas uma semifinal continental costuma apagar rapidamente aquilo que aconteceu antes dela.
O Estudiantes chega pressionado.
O Flamengo precisa garantir que continue assim quando a bola começar a rolar.




