A noite de segunda-feira (26) reservou emoções diferentes para Leonardo Jardim. Depois da vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, no Maracanã, o treinador português participou de uma entrevista coletiva que passou pela possível final da Libertadores, pela recuperação emocional dos jogadores e até por um compromisso pessoal: a comemoração dos seus 24 anos de casamento.
O resultado devolveu ao Flamengo a liderança do Campeonato Brasileiro, mas a conversa com os jornalistas mostrou que o treinador ainda administra os efeitos da eliminação continental.
Do luto à luta pelo Brasileirão
Jardim revelou que a derrota nos pênaltis para o Estudiantes deixou marcas não apenas nos jogadores, mas também em toda a comissão técnica. Segundo o treinador, foram necessários dois dias para assimilar a frustração.
No terceiro dia, a conversa com o elenco mudou de direção. A mensagem passou a ser a importância de disputar o título brasileiro. Para Jardim, a possibilidade de terminar a temporada como campeão nacional representa motivação suficiente para recuperar a energia dos jogadores.
Ele também reconheceu que a eliminação provocou alguma intranquilidade na equipe. Na avaliação do português, determinados jogadores passaram a tentar resolver as jogadas depressa demais, comportamento que pode estar relacionado à perda momentânea de confiança.
Jardim discorda de que o Flamengo tenha sofrido tanto
Questionado sobre as dificuldades contra o Atlético-MG, o treinador apresentou uma leitura mais positiva do desempenho rubro-negro.
Jardim diferenciou o sofrimento provocado pela emoção do placar, decidido nos acréscimos, das dificuldades que percebeu durante a partida. Na sua avaliação, o Flamengo criou oportunidades suficientes para vencer com maior tranquilidade, enquanto o Atlético-MG aproveitou com eficiência as ocasiões que teve.
O técnico considerou que o resultado apertado não refletiu o mérito da equipe e destacou novamente o apoio da torcida.
A possibilidade de disputar a final da Libertadores
Outro assunto da coletiva foi o processo envolvendo a utilização do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores.
Jardim admitiu considerar possível que o Flamengo chegue à decisão, mas não desenvolveu a questão. Preferiu deixar qualquer posicionamento mais detalhado sob responsabilidade do departamento jurídico rubro-negro.
A controvérsia envolve a autorização provisória obtida pelo Estudiantes no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). A manifestação do treinador não representa uma decisão favorável ao Flamengo nem altera, por enquanto, a classificação definida dentro de campo.
O próximo compromisso já está no horizonte
Jardim também comentou o clássico contra o Vasco, marcado para quinta-feira (29), no estádio Nilton Santos. Questionado sobre a escolha do gramado sintético, evitou criticar a decisão do adversário e destacou a necessidade de recuperar a equipe para manter a liderança.
O treinador ainda falou sobre as características ofensivas do Flamengo e a importância de jogadores capazes de enfrentar os marcadores individualmente, principalmente diante de defesas mais fechadas.
E havia um jantar à espera
Mas nem tudo naquela noite girava em torno de futebol. Durante a entrevista, Jardim também mencionou um compromisso pessoal: a comemoração de 24 anos de casamento e a pressa para chegar ao jantar.
Depois de responder a perguntas sobre resultados, pressão, Libertadores e Campeonato Brasileiro, o português tinha uma celebração familiar à sua espera.
Entre a tensão de uma reta final de campeonato e uma data especial da vida pessoal, a coletiva mostrou um lado menos habitual do treinador. O futebol continuava a ocupar a pauta, mas, naquela noite, o relógio também corria por outro motivo.








