Lucas Paquetá voltou a aparecer em um momento decisivo para o Flamengo. No empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o meia começou no banco, entrou no segundo tempo e marcou o gol que evitou a derrota rubro-negra fora de casa.

O Flamengo estava atrás no placar quando Leonardo Jardim lançou Paquetá e Pedro. A mudança deu mais qualidade ao setor ofensivo e, pouco depois, o meia apareceu no rebote após cabeçada de Léo Ortiz no travessão para deixar tudo igual. O impacto foi imediato e reforçou a importância do jogador em um período no qual o clube ainda não conseguiu concluir algumas das principais negociações planejadas para a janela.

Paquetá decide mesmo sem estar no melhor ritmo

O jogo contra o Cruzeiro foi apenas o segundo de Paquetá desde o retorno após novo problema físico. Leonardo Jardim explicou que o meia ainda não recuperou completamente o ritmo de competição e, por isso, vem sendo utilizado com cautela.

Mesmo assim, sua capacidade de influenciar uma partida ficou evidente. Jardim utilizou Paquetá mais adiantado, substituindo Arrascaeta, e o jogador respondeu com o gol do empate pouco depois de entrar.

A atuação aumenta a discussão sobre uma possível volta ao time titular, mas Jardim evitou antecipar sua decisão. O treinador lembrou que o Flamengo ainda enfrenta o Mirassol pelo Campeonato Brasileiro e que a escolha dependerá do momento de cada jogador e da estratégia para cada partida.

Investimento de R$ 315 milhões ganha peso

A presença decisiva de Paquetá também chama atenção pelo tamanho do investimento realizado pelo Flamengo. De acordo com o UOL, o balancete do clube aponta uma operação de aproximadamente R$ 315 milhões, considerando direitos econômicos, luvas e intermediação.

O valor não será pago integralmente em 2026, mas parte desse compromisso já pesa no planejamento financeiro. Segundo o ge, o Flamengo ultrapassou R$ 432 milhões em aquisições de jogadores no ano, somando Paquetá, Vitão e Andrew.

Por isso, o rendimento do meia representa a resposta esportiva esperada de uma contratação desse tamanho, especialmente em jogos capazes de definir o caminho do clube na Libertadores.

Janela atual ainda está sob cobrança

O bom desempenho de Paquetá acontece justamente enquanto o Flamengo enfrenta dificuldades para fechar novas contratações de peso. As tratativas por Thiago Almada e Luiz Henrique não tiveram o desfecho esperado, e a janela segue sem os reforços de impacto cogitados nas últimas semanas.

Isso cria um contraste importante. Enquanto a diretoria busca novas peças, um investimento já realizado no início do ano voltou de lesão e foi responsável por uma das jogadas mais importantes da partida no Mineirão.

Em mata-mata de Libertadores, principalmente em confrontos equilibrados, ter jogadores capazes de mudar uma partida saindo do banco pode alterar completamente uma eliminatória.

Paquetá também pode aliviar a dependência de Arrascaeta

Outro ponto importante no crescimento de Paquetá é a possibilidade de o Flamengo ganhar mais alternativas para organizar o setor ofensivo. Durante boa parte da temporada, Arrascaeta concentrou grande parte da criação e da responsabilidade por acelerar o jogo no último terço do campo. Quando o uruguaio não está em sua melhor noite ou precisa ser preservado, o time perde naturalmente uma de suas principais referências técnicas.

Paquetá oferece uma solução diferente. Pode atuar mais próximo da área, aparecer entre as linhas, pisar na zona de finalização e também ajudar na construção desde trás. Essa versatilidade dá a Leonardo Jardim mais opções para montar o meio-campo e até mudar o desenho da equipe durante uma partida sem necessariamente recorrer a substituições imediatas.

Contra o Cruzeiro, o gol mostrou justamente essa capacidade de ocupar o espaço certo no momento decisivo. Ele acompanhou a jogada, atacou o rebote e apareceu onde um jogador com leitura de jogo precisa estar.

Se recuperar sequência física, Paquetá pode não apenas decidir partidas isoladas, mas também reduzir a dependência do Flamengo de uma única fonte de criatividade. Em uma temporada com Brasileiro e Libertadores sendo disputados simultaneamente, ter mais de um jogador capaz de assumir o protagonismo pode ser determinante.