Rossi volta a ser questionado no Flamengo
A derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Cruzeiro voltou a colocar Agustín Rossi no centro das discussões entre os torcedores.
O argentino, importante em momentos decisivos da temporada passada, atravessa um 2026 de maior instabilidade e já sofreu oito gols em finalizações de fora da área.
O número por si só chama atenção, mas outro dado da partida no Mineirão tornou o debate ainda mais relevante.
Segundo levantamento do Gato Mestre, o Cruzeiro tentou 12 finalizações de fora da área e 10 de dentro.
Ou seja, o adversário arriscou mais vezes de longa distância do que próximo ao gol de Rossi.
Foi justamente dessa maneira que Arroyo marcou o gol que iniciou a reação cruzeirense.
O cenário levantou uma dúvida importante: os adversários estão começando a identificar uma fragilidade no goleiro do Flamengo?
Nem todos os oito gols podem ser considerados falhas
É preciso cuidado para não transformar todo gol sofrido de longe em erro do goleiro.
Dos oito gols sofridos por Rossi em chutes de fora da área nesta temporada, em três deles o argentino estava fora da posição convencional devido ao desenvolvimento das jogadas.
Em outros casos, como no golaço de Erick, do Vitória, a finalização foi extremamente difícil de ser defendida.
Mas também houve lances que provocaram questionamentos sobre reação e posicionamento.
Os gols de Lautaro Díaz, do Santos, e Arroyo, do Cruzeiro, por exemplo, não foram finalizações colocadas exatamente nos cantos extremos da meta.
Além disso, Rossi sofreu gols de longa distância em dois jogos consecutivos contra o Cruzeiro. Romero marcou dessa maneira no duelo pela Libertadores, no Maracanã, e Arroyo repetiu a dose pelo Brasileirão.
A repetição começa a transformar episódios isolados em um ponto que merece atenção da comissão técnica.
Andrew segue esperando oportunidade
A discussão sobre Rossi ganha ainda mais força porque o Flamengo fez um investimento considerável para aumentar a concorrência no gol.
Andrew foi contratado junto ao Gil Vicente, de Portugal, por um custo total de R$ 34,7 milhões.
Apesar do investimento, o goleiro praticamente não teve espaço desde a chegada de Leonardo Jardim.
Andrew disputou apenas uma partida sob o comando do treinador português: a vitória por 3 a 0 contra o Cusco, pela Libertadores, no Maracanã.
Desde então, Rossi continuou como titular absoluto.
Não existe, neste momento, indicação de que Leonardo Jardim tenha decidido trocar o goleiro. O argentino continua tendo prestígio interno e já recebeu respaldo do treinador em outros momentos de pressão.
Mas a situação naturalmente provoca uma pergunta.
Se Andrew foi contratado para aumentar a concorrência, quando essa concorrência realmente começará a acontecer?
Rossi já viveu pressão nesta temporada
Essa não é a primeira sequência de críticas enfrentada pelo argentino em 2026.
No primeiro semestre, Rossi também foi questionado após erros em partidas contra Vitória e Athletico-PR.
Mesmo naquele momento, o Flamengo manteve confiança no goleiro.
Rossi possui crédito.
Em 2025, teve participação importante na campanha que terminou com o título da Libertadores e viveu momentos em que foi considerado um dos jogadores mais confiáveis da equipe.
O problema é que futebol também é momento.
E, em um Flamengo que ainda disputa o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, qualquer queda de rendimento em uma posição tão decisiva precisa ser acompanhada de perto.
Semana livre pode ajudar Leonardo Jardim
O Flamengo terá uma semana inteira de preparação antes do clássico contra o Botafogo, no próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro.
Leonardo Jardim terá tempo para trabalhar correções, analisar o desempenho defensivo e observar seus goleiros durante os treinamentos.
A tendência ainda é de Rossi permanecer como titular.
Mas o momento também pode servir para aumentar a competitividade dentro da posição.
Com um goleiro contratado por quase R$ 35 milhões no banco, a cobrança para que exista uma disputa real tende a aumentar caso Rossi continue apresentando insegurança.




